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1501 Botticelli Cabernet Sauvignon 2006


Jornais anunciam o novo vinho do Vale do São Francisco, o 1501 Botticelli. Preço: R$ 40,00. Penso com os meus botões: “Quarenta reais num Botticelli? Nem morto!” E fecho a página. Um belo dia, estou fazendo compras no Recife Mercantil e encontro o 1501 com preço um pouco inferior àquele informado no jornal. Mesmo assim fico reticente. Encaro ou não esse que dizem ser o melhor dos Botticellis? Decido encarar. E valeu a pena! Finalmente um Botticelli decente, finalmente um Botticelli que pode ser chamado de vinho.
Não é espetacular, mas é certinho, tem boa presença de frutas e personalidade no paladar. De negativo, só a acidez um pouco elevada. Mas nada que comprometa este que é, sem dúvida, o melhor vinho Botticelli. Na verdade, por enquanto, o único.

Onde comprar: Recife Mercantil (81 2122-0800)
Quanto custa: cerca de R$ 30,00
Classificação: bom

Baron Philippe de Rothschild Cabernet Sauvignon 2006


Este vinho é produzido no Chile pela vinícola que produz na França o Mouton Rothschild, um dos cinco Premier Gran Cru Classé de Bordeaux. Eu não conheço a jóia rara francesa, fora do padrão de preço dos vinhos consumidos por mim. Não posso falar dela. Deve ser espetacular, pois nas grandes safras chega a custar alguns milhares de euros. Mas deste seu primo pobre chileno posso falar, sim. E, em poucas palavras, digo: não invista seu dinheiro nele. É apenas um cabernet sauvignon mediano. No Chile, na Argentina e até mesmo no Brasil há cabernets mais baratos e bem melhores. Qual o problema deste Rothschild chileno? É muito desequilibrado, tem pouca fruta, muita madeira e é daqueles encorpados grosseiros que não têm riqueza nem complexidade tânicas. A comida o torna um pouco melhor, mas não o suficiente para fazê-lo um bom vinho.

Onde comprar: no Recife, Casa dos Frios (81 2125-0000)
Quanto custa: cerca de R$ 40,00
Classificação: regular

Amalaya de Colomé 2006


Cinco uvas – malbec, cabernet sauvignon, syrah, tannat, bonarda – e o resultado: um ótimo vinho. E bota ótimo nisso, pois este Amalaya de Colomé 2006, do Vale de Calchaquí, província de Salta, Argentina, é daqueles vinhos que não podemos deixar de ter na nossa adega. Ele é produzido pela vinícola mais antiga da Argentina em atividade, a Bodega Colomé, fundada em 1831, com vinhedos de 90 anos de idade e entre 1.700 e 2.300 metros de altitude. Tudo isso torna o Amalaya um vinho extremamente saboroso, com muita classe e marcante presença de café, frutas e o típico fundo doce da malbec. É cheio na boca e muito equilibrado na acidez e no álcool, apesar dos 14,2% de volume alcoólico. Tem um custo-benefício espetacular. Diria que, se tivesse a grife de uma vinícola ou região do Velho Mundo, custaria, por baixo, quatro vezes mais.

Onde comprar: no Recife, Manihot Iguarias (81 3471-2090)
Quanto custa: cerca de R$ 40,00
Classificação: muito bom

Meia Pipa Tinto 2005


Tem esse nome porque inicialmente era vendido em meias pipas, isto é, barris de 250 litros. É um português muito bem-feito, em cuja composição entram as castas cabernet sauvignon (34%), syrah (33%) e castelão (33%). Aroma e sabor de frutas como cereja e ameixa, presença de especiarias como canela e café, taninos doces, madeira bem dosada, correta acidez e final de médio para longo. Entre os de sua faixa de preço, sem dúvida é uma boa compra.

Onde comprar: no Recife, Casa dos Frios (81 2125-0000)
Quanto custa: cerca de R$ 40,00
Classificação: muito bom