Amalaya de Colomé 2006


Cinco uvas – malbec, cabernet sauvignon, syrah, tannat, bonarda – e o resultado: um ótimo vinho. E bota ótimo nisso, pois este Amalaya de Colomé 2006, do Vale de Calchaquí, província de Salta, Argentina, é daqueles vinhos que não podemos deixar de ter na nossa adega. Ele é produzido pela vinícola mais antiga da Argentina em atividade, a Bodega Colomé, fundada em 1831, com vinhedos de 90 anos de idade e entre 1.700 e 2.300 metros de altitude. Tudo isso torna o Amalaya um vinho extremamente saboroso, com muita classe e marcante presença de café, frutas e o típico fundo doce da malbec. É cheio na boca e muito equilibrado na acidez e no álcool, apesar dos 14,2% de volume alcoólico. Tem um custo-benefício espetacular. Diria que, se tivesse a grife de uma vinícola ou região do Velho Mundo, custaria, por baixo, quatro vezes mais.

Onde comprar: no Recife, Manihot Iguarias (81 3471-2090)
Quanto custa: cerca de R$ 40,00
Classificação: muito bom

Vinho verde, o vinho da estação


Participei, terça-feira passada (4/11/2008), de uma degustação de vinhos verdes promovida pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. O evento foi no Recife, como parte de uma ação que visa popularizar o consumo desse tipo de vinho na Região Nordeste.
Bons vinhos foram servidos na degustação, como o Quinta da Aveleda Loureiro 2007, o Quinta da Lixa Trajadura 2007, o Quinta da Pena Loureiro 2007 e aquele que, a meu ver, foi o grande destaque: o Quinta da Lixa Alvarinho 2007, um vinho muito prazeroso, em que se percebem vivas notas de frutas tropicais como manga e maracujá, envolvidas em muito frescor e certa complexidade. Gostei e recomendo. Depois do encontro, caí na rua para encontrar esse ótimo vinho, mas infelizmente não o encontrei, pelo menos no comércio da minha cidade, Recife. Então, fica o recado: se você é proprietário de loja/adega de vinhos, uma boa é ofertar para venda o Quinta da Lixa Alvarinho 2007. Nesta época de verão abrasador, ele tem tudo para ser sucesso de vendas.

Meia Pipa Tinto 2005


Tem esse nome porque inicialmente era vendido em meias pipas, isto é, barris de 250 litros. É um português muito bem-feito, em cuja composição entram as castas cabernet sauvignon (34%), syrah (33%) e castelão (33%). Aroma e sabor de frutas como cereja e ameixa, presença de especiarias como canela e café, taninos doces, madeira bem dosada, correta acidez e final de médio para longo. Entre os de sua faixa de preço, sem dúvida é uma boa compra.

Onde comprar: no Recife, Casa dos Frios (81 2125-0000)
Quanto custa: cerca de R$ 40,00
Classificação: muito bom

Latitud 33° Malbec 2007


Este é o vinho que os enoblogs (ver “Favoritos do Avaliador”, ao lado) vão avaliar agora em novembro. Foi uma escolha do confrade do blog Degusteno (www.degusteno.blogspot.com).
A princípio, fiquei com certo receio: será que um vinho como este, produzido em grande escala, facilmente encontrado em qualquer supermercado, pode ser bom? O Latitud 33 Malbec 2007 mostra que pode. Muito prazeroso, o que mais chama a atenção nele é o aroma frutadíssimo, que é seguido de outras qualidades, como a leveza, a macieza e a harmonia. Sem contar o preço, menos de R$ 20,00, que deixa no lucro o consumidor que compra este vinho.
Sabe de uma coisa? Vou ao supermercado comprar mais garrafas!

Quanto custa: cerca de R$ 20,00
Onde comprar: supermercados e lojas do ramo
Classificação: bom